Na Internet está a vanguarda do jornalismo

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Pelas 15h30, começava mais uma sessão paralela no Anfiteatro Nobre. Begoña Nicolás foi a primeira oradora da sessão com o trabalho “La infografia 3.0”, um paper que analisou a produção de conteúdos infográficos à luz da conceção atual do ciberjornalismo e pormenorizou o objeto de estudo ao Website do jornal diário “Público”. A comunicação apresentou diversas formas de inovar o conceito de infografia e revelou que o jornal “Público” apresenta, nas infografias que concebe, uma arquitetura da informação generalizada. Não apresenta nenhuma ferramenta que permita a personalização. Os dados mostraram ainda que o jornal não vai mais além do que a hipertextualidade e a interatividade que fornece é básica, não dando ao leitor a possibilidade de escolher o seu caminho.

Seguiu-se a comunicação de Carlos d’Andrea e Silvia Dalben, intitulada “Em busca das redes sociotécnicas na redação de notícias por robôs”. A investigação foi apresentada por Silvia Dalben e a oradora falou do conceito de jornalismo robotizado. Empresas como a Narrative Science foram apresentadas. Jornais como o The Washington Post foram referenciados pelo recurso a esta nova forma de produção de jornalismo, ainda envolta em muita controvérsia. O jornal norte-americano utiliza o Truth Teller, um programa que analisa em tempo real o discurso político. O estudo concluiu que esta inovação no jornalismo poderá não ser prejudicial, como é defendido por certos teóricos. A conceção de jornalismo por meios algorítmicos poderá encarregar-se da produção de notícias imediatas e libertar os jornalistas para trabalho de investigação. Esta inovação poderá acarretar uma complementação às valências dos jornalistas ao introduzir a necessidade da formação para programar estes sistemas. A autora da comunicação concluiu afirmando que os robôs não são autónomos, são híbridos que necessitam dos jornalistas e que o jornalismo em algoritmos vai ganhar o seu destaque nos próximos anos.

Junia Brasil terminou a sessão com a comunicação intitulada “Jornalismo Alternativo”. A oradora comparou um jornal tabloide brasileiro da década de 60, denominado “Pasquim”, e comparou o modo de redação com um blog, para poder comprovar a importância dos blogs como meios de produção de jornalismo alternativo. No decurso do estudo, encontrou o caráter irónico da redação em ambas as plataformas, crítica aos problemas da sociedade como o tema central, seleção das notícias e maior interatividade com o leitor. A comunicadora concluiu que havia uma tendência para abordar as notícias de forma depreciativa, mas rematou dizendo que deve haver espaço para o jornalismo alternativo na era 3.0 do ciberjornalismo.

Por André Ferrão (CC, 2º ano)

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