Millán Berzosa: “Já não há seres passivos. As pessoas são participativas “

Millán Berzosa foi o último conferencista do congresso. Numa apresentação simples e com participação ativa do público, o professor e investigador dissertou sobre como ser inovador no jornalismo e as novas aventuras do jornalismo móvel.

“Vamos fazer uma pequena reflexão sobre as inovações nas tecnologias. Comecemos por falar em jornalismo que se move, jornalismo móvel” – foi desta forma que o investigador espanhol abriu a conferência.

No momento alto da tarde do último dia do #5COBCIBER, Berzosa explicou que o jornalismo móvel tem características específicas, assim como as diversas plataformas. “Para os que ainda estão reticentes em relação ao formato vertical, aconselho a que deixam de estar”, exemplifica. Enquanto antigamente era impensável a produção de vídeos na vertical, hoje em dia faz sentido adequar os planos à proporção dos ecrãs mobile.

Além disso, as hiperligações e menus dos sites para desktop também não funcionam bem nos ecrãs mais pequenos. “Quantas vezes não tentaram carregar num link e acabaram por carregar em dois?”, interrogou. Millán interpela a audiência de forma direta e cativa atenções.

As várias plataformas dentro do cibermeio também requerem adaptação dedicada. As limitações temporais do Twitter, por exemplo, fazem com que se condicionem as histórias lá contadas. As características das diferentes redes sociais devem selecionar a informação.

“Quando falamos de redes sociais, há que pensar principalmente no impacto do que se produz”, aconselha o professor. As comunidades interconectam-se nas redes sociais e a informação é comentada com regularidade: “Já não há seres passivos. As pessoas são participativas. Comentam a informação no chat e nas redes sociais”.

A participação dos utilizadores é também verificada na produção de conteúdos. Aliás, o próprio trabalho jornalístico foi influenciado pelas novas tecnologias. O jornalismo móvel distingue-se por permitir que se grave em qualquer momento. As ferramentas estão sempre com o jornalista.

“No jornalismo móvel sobressai o elemento visual” – esta vertente do jornalismo ensina a criar narrativas visuais da mesma maneira que o Twitter ensina a ser conciso. Para haver inovação, os media têm de comunicar com a audiência.

“E o que é inovação?”, continua o orador. Não se trata de fazer as coisas diferentes, mas de as fazer diferentes com a intenção de as tornar melhor. É um elemento-chave, mas subjetivo.

A apresentação não terminou sem mais um momento descontraído e com a participação do público. Millán Berzosa chamou a audiência ao palco e filmou um Mannequin Challenge com uma câmara que grava a 360 graus. O #5COBCIBER fica, assim, imortalizado no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Por Filipe Santiago Lopes (CC, 2º ano)

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