Jornalistas e ciberjornalistas ainda pouco interativos

A interatividade foi o mote para as comunicações da sessão 1C, com os oradores a falaram sobretudo da importância de inovação dos conteúdos para a promoção daquela junto dos utilizadores.

Na sessão moderada pelo professor Vasco Ribeiro foram apresentadas três comunicações: “New approach to the analysis of Facebook profiles of major European digital media”, “Análisis Comparativo de las herramientas interactivas en los sítios web de RTP Açores y Television Galícia” e “Telejornalismo expandido a produção jornalística televisiva nas redes sociais e aplicativos”.

Algo que ficou bem patente é que o consumo de informação está a mudar, há uma crescente competição pela atenção pública. Assim sendo, as plataformas digitais de produção e partilha de conteúdos jornalísticos têm vindo a inovar as técnicas, de forma a provocar reações de interatividade nos usuários.

Redes sociais como Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat são usadas para chegar mais facilmente aos seguidores. É através destas plataformas que consomem informação. Na comunicação apresentada por Angel Perez da Silva – “New approach to the analysis of Facebook profiles of major European digital media” – foram apresentados dados que comprovam isso mesmo: em 2015, 41% dos usuários do Facebook utilizaram-no para ler e partilhar notícias.

As formas de interatividade apresentadas passam, hoje em dia, não apenas por chats ou fóruns de discussão, mas por serem os próprios usuários também produtores de conteúdos. Isto dá-se pela partilha de informação, pela instantaneidade e pelo imediatismo. Na comunicação “Análisis Comparativo de las herramientas interactivas en los sítios web de RTP Açores y Television Galícia”, Manuel Garcia Torre abordou diversas formas de interatividade e salientou que ainda há um longo percurso a fazer para que as plataformas jornalísticas digitais consigam cativar o público.

Foram, ainda, apontados exemplos de inovações no meio jornalístico: a Record News, a segunda emissora brasileira, disponibiliza a reunião do alinhamento ao vivo para o público. O jornalismo tem vindo a desconstruir-se. Tal como disse Sérgio Ricardo Soares na comunicação acerca da produção jornalística televisiva brasileira nas redes sociais, “essa desconstrução da imagem produzida do jornalismo com práticas padronizadas visa alcançar uma nova humanização do jornalista, a manutenção do poder social do novo jornalismo adaptada à contemporaneidade e a manutenção da credibilidade em novos formatos”.

Por Lara Lopes (CC, 2º ano)

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